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Glaucoma

27/10/07

Caracterizamos a doença do glaucoma pela lesão no nervo óptico e perda do campo visual geralmente associada com elevação da pressão intra-ocular.

No glaucoma as células nervosas morrem de modo progressivo, o que faz com que a doença seja mais perigosa, pois não há como o paciente suspeitar de que é um portador sem a ajuda do oftalmologista. Na medida em que ocorre a perda de células do nervo óptico surgem os defeitos iniciais de campo visual, os quais poderão ser detectados pelo médico especialista.

Esta evolução silenciosa torna o glaucoma uma doença mais associada a riscos porque quando o paciente percebe a perda de campo visual a doença já se encontra em fase avançada. Estima-se que no Brasil cerca de 900.000 pessoas são portadoras do glaucoma e que um grande número de pacientes ainda é assintomático.

A avaliação da pressão intra-ocular ideal e individual para cada paciente glaucomatoso é definida de acordo com o estágio da progressão da doença, uma vez que a pressão intra-ocular é o principal fator de risco para o desenvolvimento e a evolução do glaucoma.

Observamos também que o glaucoma apresenta maior incidência em indivíduos de raça negra, míopes e parentes de 1º grau de pacientes glaucomatosos. É reconhecido que a prevalência do glaucoma aumenta com a idade; por esta razão existe a necessidade de exames periódicos para análise da pressão intra-ocular e do nervo óptico.

Quanto mais precocemente diagnosticada a lesão glaucomatosa mais rapidamente poderemos retardar a morte celular e preservar o campo visual do paciente e a sua qualidade de vida.

Tratamento do Glaucoma:

Quando detectada a doença glaucomatosa iniciamos tratamentos que podem ser realizados através de colírios, laser ou cirurgia a depender do estágio em que se encontre a doença no momento do diagnóstico.

O tratamento medicamentoso (à base de colírios) conta hoje com um grande número de opções à disposição no mercado, sendo que alguns deles contem apenas uma droga, e outros são a associação de duas medicações, o que os torna muito eficazes em casos mais severos, nos quais é necessário uma maior redução da pressão ocular.

Já o tratamento com Yag- laser é utilizado o galucoma de ângulo estreito, ou mesmo para prevení-lo, através de um procedimento simples e rápido que corresponde à aplicação de raio laser do tipo Yag, sob anestesia tópica na íris (ou parte colorida do olho).

Há outros tipos de laser próprios para o tratamento do glaucoma crônico tais como o laser de argônio. Este procedimento é denominado trabeculoplastia a laser.

O tratamento cirúrgico fica reservado para os pacientes que não conseguem seguir a risco o tratamento clínico medicamentoso (o que os coloca em risco de perda de campo visual), ou ainda casos onde não se consegue alcançar um bom controle de pressão intra-ocular com os colírios, que é um dos objetivos do tratamento.

Existem diversas técnicas cirúrgicas distintas desde a Trabeculectomia, as esclorotomias, a viscacanalostomia, até os implantes valvulares, atualmente utilizados. Elas serão escolhidas de acordo com as características oculares, e o estágio evolutivo de cada paciente.

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